Guarapari

Areias Monazíticas

As areias monazíticas de Guarapari foram descobertas em 1.898 e, em 1.906, a 'SOCIÉTE MINIÉRE ET INDUSTRIELLE FRANCO-BRASILIENSE' instalou em Guarapari a usina 'MIBRA - Monazita Ilmenita do Brasil' para fazer o beneficiamento destas areias, exportando o produto a ser tratado na França. A MIBRA era administrada pelo superintendente Borisw Davidovictch, cidadão russo naturalizado americano.
Na Mibra as areias eram separadas por lavagens e posteriormente por eletroímãs em ordem decrescente:


ILMENITA - De cor preta, é constituída de titânio, ferro magnético e outros metais.

GRANADA - De cor vermelha, é encontrada em abundância em Guarapari, mas somente em pequenos cristais, o que a torna inaproveitável para a fabricação de jóias. Contém, em proporções variáveis, o alumínio, o ferro, o cobre, o cálcio, o magnésio, o manganês e outros metais.

MONAZÍTICA - De cor amarela, é um fosfato. Contém tório de onde se extrai o hélio e outros elementos usados na desintegração atômica. As areias monazíticas foram inicialmente usadas pelo seu teor de tório cuja aplicação principal foi nas camisas incandescentes.

MONAZITA - De onde se obtém o cloreto, o óxido e o fluoreto, sais como o cério e o fosfato trissódico, usados em indústrias de grande sofisticação tecnológica. O Óxido de Neodímio, por exemplo, tem aplicação no raio laser e na fabricação de TV a cores. O Óxido de Cério é utilizado na fabricação de lentes fotográficas e na indústria ótica corretiva. O Óxido de Lantânio é usado em ótica de alta precisão e em ligas especiais. O Óxido de terras raras é empregado no polimento de vidros óticos e vidros de televisão, fabricação de carvões para o arco voltaicos ferro liga. O Carbonato de terras raras é usado na composição de vidros óticos. O Fluoreto de terras raras é usado na metalurgia na obtenção de aços e ligas especiais. O teor de areia monazítica das praias é variado, indo de sua ausência à percentagem de 60% ou até mais. Quando presente, elas se concentram em manchas de aspecto característico, variável de extensão e profundidade, como é fácil observar principalmente na praia da Areia Preta, onde as ondas do mar deixam a sua paisagem marcada por pequenas linhas amarelas, característica da monazítica. A Zirconita, de cor cinza, não sofre atração magnética. Tem uma extensiva e diversificada gama de aplicações, sendo utilizada na indústria ótica e de vidro, na indústria química e metalúrgica, esmalte porcelanizado, louças de primeira qualidade, cerâmica sanitárias, etc. Contém 'mesotônio 1' e é encontrado nas áreas monazíticas. Tem emprego terapêutico devido à penetração de seus raios de gama. O termo monazita provém do grego - monazein, que quer dizer 'estar solitário', o que indica sua raridade.
A Mibra explorou as areias de Guarapari até os anos 60 quando o Governo começou a taxar realmente a sua exploração e exportação. Os proprietários da MIBRA simplesmente abandonaram tudo e foram embora, pois se deram como satisfeitos pela grande exploração feita até então.

Após o abandono da MIBRA, a 'NUCLEMON - Nuclebrás de Monazita e Associação Ltda', subsidiária da NUCLEBRÁS, passou a explorar as areias de Guarapari, mas o prefeito Graciano Espíndula (1.983/1.988) proibiu a extração das areias nas praias da cidade quando era o prefeito.

Estas areias são indicadas para os casos de reumatismo articular e muscular, de artrite deformante e de diferentes etiologias, de nevralgias, mialgias e enfermidades muscular, alergias, sistema nervoso, gota, anemia, nervosismo de insônia, inapetência e perturbação digestiva.

O fato de estar em Guarapari, já constitui um extraordinário elemento de tratamento, uma vez que a radioatividade atua no solo e na atmosfera, tanto dentro quanto fora das casas e dos hotéis, tanto nas praias quanto fora delas.

 

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